A Autoafirmação

Durante séculos o ser humano parece trilhar por caminhos complexos. Seu orgulho não o permite admitir isso, então sua trilha se torna mais cansativa. Ele adiciona mais uma tarefa em sua jornada: a autoafirmação. O homem tenta provar para si mesmo que é um bom filho, bom homem, bom marido, uma pessoa “normal”. Se ele encontra alguma objeção em relação a seus valores, então as coisas pioram, ele vai se esforçar para provar os seus valores. Tudo é mais complicado quando se vive e se se submete a uma sociedade impositiva, uma ditadura social, onde se é obrigado a entrar num grupo, um meio comum.
Existe essa necessidade, que gera conflitos internos tão intensos que conseguem por fim, trazer guerras interiores, quando o homem é derrotado por estas guerras, surgem doenças psicológicas. A depender da personalidade, as guerras se exteriorizam, começa por alvo que se assemelha ao inimigo interior, que não foi vencido. Junto com essa exteriorização vêm os crimes, as fobias, as brigas, contradições e etc.
A autoafirmação se torna extremamente cansativa naqueles que tentam provar o que não são, o que não têm, o que não foram.
A partir do momento em que ele se aceita, se ama, se valoriza pelo que é, as coisas se tornam mais simples. Se existe amor-próprio, não existe essa necessidade em momento algum. Quando existe o vazio, a falta de amor-próprio, deve-se atentar para o caminho por onde andou, se for o caso, mudar a rota é uma excelente opção, se isso parecer não adiantar, a saída é mudar o próprio ser, mudar por dentro, é uma metamorfose difícil, mas dá certo.

Em alguns momentos, a autoafirmação pode ser uma aliada importante, quando encontramos obstáculos, somos obrigados a mostrar nossas forças. Quando nos conhecemos bem, não sentimos a necessidade de provar nada a ninguém, apenas tentamos provar para nós mesmos que podemos melhorar sempre.

M.R.

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